Chegamos ao Capítulo 7 da nossa rúbrica do "Onde a Bola Nunca Parou". Desta vez, continuamos no concelho do Marco de Canaveses, e visitamos o Maureles Futebol Clube, equipa fundada em 1997 na freguesia de Vila Boa de Quires e Maureles.
Atualmente a disputar a Liga Marcoense de Futebol Amador há mais de 25 anos, o clube não esconde a ambição de ingressar na AF Porto com uma equipa de futebol feminino e, eventualmente, outra de Walking Football nos próximos anos. “Admitimos a hipótese de inscrevermos uma equipa de futebol feminina ou uma de Walking Football na Associação de Futebol do Porto nos próximos anos”, reconheceu Adão Oliveira, presidente do clube marcoense. “Somos de uma terra pequena, mas com gente que adora jogar futebol, incluindo as mulheres e, realmente, não escondo que é uma ambição conseguir formar uma equipa”, acrescentou.
O Maureles FC tem-se destacado pelo largo palmarés conquistado na LIMFA. “O clube está há mais de 25 anos a competir de forma ininterrupta nas competições de futebol amador concelhio e o objetivo, por enquanto, passa por manter esse nível e lutar por vitórias nas competições em que participamos. Somos bicampeões da Liga Marcoense de Futebol Amador, estamos constantemente nas finais das taças e os nossos adeptos gostam e vibram com essas conquistas”, descreveu Adão Oliveira.
Apesar de limitações, o clube mantém um espírito que concentra os habitantes locais em torno do futebol: “A alma do nosso clube assenta em jogadores da nossa terra. Não temos como objetivo atrair atletas de fora – embora tenhamos alguns e são muito bem-vindos e bem acolhidos. Mas os nossos adeptos adoram as camisolas do Maureles, sentem muito mais o clube porque é lá que veem o filho, o sobrinho, ou o pai a jogar… Os próprios jogadores também sentem algo diferente quando partilham o campo e o treino com os amigos de sempre, irmãos ou primos. O Maureles é isso acima de qualquer ambição desportiva”.
Tem sido à custa de alguns meios financeiros próprios e algumas ajudas da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia que o clube tem sobrevivido, criando condições para a prática do futebol. “Nos últimos anos fizemos algumas melhorias, instalamos uma vedação no campo, melhoramos o piso, melhoramos os balneários e a sede que, apesar de pequenos, têm pelos menos um aspeto renovado e acolhedor. Os próximos projetos passam por construir alguns muros de suporte e uma bancada para os nossos adeptos”, apontou o presidente, que reconhece ter tido algum apoio das autoridades locais, apesar de tudo. “Da junta de freguesia recebemos apoio monetário e ajuda na manutenção do campo. A câmara municipal tem-nos ajudado quer nos contratos-programa para desenvolvimento da nossa atividade, quer com apoio financeiro para as obras que fizemos mais recentemente. Somos humildes nos pedidos que fazemos, mas temos de reconhecer que tudo o que temos solicitado nos tem sido atendido de ambas as partes”, sublinhou.
Todas estas limitações têm mantido o clube na LIMFA na qual o clube se orgulha muito. “Em relação à nossa equipa sénior masculina, por tudo aquilo que já disse, continuamos a achar que o nosso lugar é no futebol amador, que temos trabalhado para melhorar e valorizar cada vez mais em conjunto com os outros clubes, com quem partilhamos o campeonato, com a LIMFA, e também com o apoio fundamental da Associação de Futebol do Porto”, reconheceu.
Recentemente, o clube partilhou um vídeo a decorrer obras no campo de jogos, um sinal de desenvolvimento já a pensar no futuro e também na próxima época.
