O União Desportiva Lavrense está a apostar forte no futebol feminino e o projeto entregue a José Pedro Aires segue de vento em popa. Com menos de um mês de trabalho, as diferenças já se notam e o projeto pretende captar ainda mais jogadoras para o feminino. “A base já tinha formação em futebol feminino Sub-9, Sub-11, Sub-15 e Sub-17. Faltava juniores e seniores. A equipa sénior está praticamente fechada e se aparecerem jogadoras suficientes para formarmos uma equipa Sub19 também será para avançar nesse escalão”, explicou o treinador, que também coordena a formação do clube.
O objetivo está mais do que definido para o Lavrense que, além de estar a desenvolver a formação, também não esquece o lado competitivo. O clube vai começar por baixo nas competições da Associação de Futebol do Porto, mas ninguém esconde a vontade e a ambição de subir de divisão. “A questão é que temos de trabalhar com seriedade ao nível do futebol feminino. Treinei o Boavista e subi a equipa, lancei o futebol feminino do Leixões e sinto orgulho pelo trabalho que fiz. Não se pode desprezar a formação e depois vir dizer que há falta de atletas. Ainda não tenho um mês de trabalho no Lavrense, mas as coisas estão a correr bem, porque impus regras e já se percebem as diferenças. Saíram dois treinadores, mas o projeto está sólido. Estou a treinar as Sub-17 e estamos a trabalhar bem a base e a desenvolver a técnica individual das nossas jogadoras”, explicou.
As infraestruturas do clube não esticam, mas todos se têm organizado para criar as melhores condições possíveis. “Fomos formando a equipa com alguns contactos que fui desenvolvendo, é assim que venho trabalhando, mas é como digo, só com regras e melhores condições de trabalho se evolui e se aprende. Gosto muito de trabalhar no futebol feminino e podem contar com o Lavrense a dar cartas na próxima temporada”, insistiu o responsável técnico, que se apoia ainda no Labruge para desenvolver o projeto do Lavrense. “Temos o campo principal e outro que está para ser construído, mas temos trabalhado no Óscar Marques e mais tarde é para lá que devemos ir. O Labruge também nos tem apoiado e isso tem ajudado a gerir melhor os diversos escalões”, reconheceu João Pedro Aires.
