O impacto da Taça AF Porto na vida de um clube: UDS Roriz


O UDS Roriz foi a sensação da Divisão de Elite ao alcançar as meias-finais da Taça AF Porto na última época, onde só acabou por cair aos pés do Vilarinho e os responsáveis do clube não enjeitam a possibilidade de voltar a repetir a façanha na temporada que está prestes a arrancar, muito pelo impacto positivo que se sentiu no clube. “No ano passado sentimos o impacto, claro. Sentimos que a população se juntou mais em torno da equipa e que houve uma maior aproximação ao clube. Aos olhos dos adeptos é sempre mais interessante chegarmos onde chegamos. Ajuda a dar credibilidade ao nosso trabalho, porque mostra que estamos a trabalhar no sentido certo. Isso, sem dúvida, sentimos”, reconheceu o presidente do clube, Filipe Moreira.

Aliás, o entusiasmo e um maior acompanhamento dos adeptos foi mesmo o que se notou mais. Para quem não se lembra, o clube preencheu as bancadas no Estádio Municipal de Lousada com uma verdaeira moldura humana e a preparação para este jogo fez-se sentir durante a semana, com faixas e bandeiras de apoio nas ruas da cidade. “Já tínhamos apoio, mas conseguimos também mais novos sócios. Claro que essa campanha se fez sentir e trouxe mais interesse das pessoas pelo clube. A Taça é uma competição que vamos continuar a levar a sério. Já percebemos que acaba por ter impacto e que nos dá algum destaque. Claro que não é só a campanha da Taça, depois, depende muito daquilo que fizermos no campeonato e dos nossos desempenhos ao longo da época, mas é evidente que dá visibilidade”, sublinhou.

Em termos de apoios, o Roriz manteve o que vem tendo nos últimos anos. “Os patrocinadores mantiveram-se os mesmos. Temos um patrocinador com o qual trabalhamos há muito tempo, que é um parceiro muito interessante e o nosso melhor patrocinador, e esse manteve-se. De resto, continua tudo mais ou menos igual. Temos de continuar a trabalhar para conseguir chegar lá mais vezes. Sempre tivemos um apoio interessante da junta e da própria Câmara Municipal. Temos um bom relacionamento com essas entidades, tanto a nível institucional com a junta como com a Câmara. Existe uma boa relação, temos ajuda e há um diálogo frequente, que queremos manter”, reforçou.

Mas o reverso da medalha está à vista e o grande momento vivido na época passada acabou por ter algumas baixas no plantel: “Perdemos um daqueles jogadores que considerávamos mais importantes, foi um que a concorrência veio buscar, mas isso faz parte. Claro que a visibilidade foi outra e houve mais interessados noutros miúdos. Mas também temos um bom ambiente e um bom balneário e isso ajudou, conseguimos manter grande parte do nosso plantel”.

Na próxima temporada os planos são claros para a atual direção o Roriz quer fazer um percurso tranquilo, mas sem deixar de ser uma equipa que vai dar trabalho para a concorrência. “Não temos como objetivo subir de divisão, mas queremos claramente fazer uma época tranquila. Queremos andar do meio da tabela para cima e, naturalmente, dar trabalho às outras equipas da Elite, sendo um adversário chato e capaz de lhes dar muito trabalho”, apontou o presidente, que reconheceu limitações orçamentais para dar asas a outras ambições: “Temos de ter consciência dos orçamentos que temos e não podemos passar muito disso. Cada vez é mais difícil, porque as empresas também atravessam mais dificuldades. Portanto, é sempre uma coisa muito controlada”.