Capítulo 6: Com novas ideias para o futuro, Feira Nova aponta a um regresso à AF Porto


Depois de visitarmos o Nespereira (Lousada), São Mamede (Santo Tirso) Covelas (Trofa), Dynamo Futsal (Maia) e Gião (Vila do Conde), o nosso sexto capítulo do "Onde a Bola Nunca Parou" aterra no concelho do Marco de Canaveses para conversar com o Grupo Desportivo da Feira Nova.

A direção do clube liderada por Rui Almeida, está a trabalhar para devolver o emblema marcoense à grandeza de outros tempos e uma boa parte da ambição passa pela filiação na Associação de Futebol do Porto, assim que algumas limitações sejam ultrapassadas. “O clube foi reerguido há cinco anos, depois de 18 anos ao abandono. A minha direção assumiu a situação, arregaçamos as mangas e devolvemos o Grupo Desportivo da Feira Nova ao ativo”, explicou Rui Almeida.

Apesar de cinco anos de trabalho, as condições ainda não estão todas reunidas para voltar às competições federadas, mas ninguém desanima. Pelo contrário: “Temos disputado a Liga Marcoense de Futebol Amador (LIMFA) do concelho, mas ambicionamos mais no futuro, embora tenhamos de dar certos passos com cuidado. Foi preciso recomeçar do zero, porque estava tudo muito degradado, com muito trabalho nosso. Mas organizamos angariações de fundos, criamos eventos, jantares e juntamos patrocínios para ajudar a pagar as obras e a época desportiva”.

 

As dificuldades são várias e o recinto de jogos é uma questão que tem vindo a ser trabalhada com as autoridades locais. “Neste momento temos o problema do nosso recinto desportivo, que não está registado e sem isso não conseguimos chegar a qualquer tipo de apoios, sejam eles camarários, ou do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), para nos ajudar a financiar as obras. Ainda recentemente tivemos uma reunião, mas o processo ainda vai demorar”, revelou o presidente.

Enquanto não é possível jogar a nível federado, o GD Feira Nova mantém-se em atividade na liga do concelho. “Temos competido com uma equipa sénior, mas a freguesia ainda tem uma população jovem considerável, que acaba por ir jogar para freguesias vizinhas para praticar futebol. Mas temos consciência de que temos de criar condições para isso. Agora, sem dúvida que queremos filiar-nos na Associação de Futebol do Porto (AFP), temos, aliás, uma equipa com qualidade e potencial para fazer boa figura nas provas da AFP. Mas é difícil apontar prazos para resolver o processo do registo do nosso recinto”,  disse novamente Rui Almeida.

“ Jogar nas provas da Associação de Futebol do Porto seria diferente e um desafio muito maior. É um campeonato mais longo, contra outras equipas nas quais nunca defrontamos. É uma motivação a mais para nós”, reconheceu o presidente do clube, que em 2026 completa 63 anos de existência (Fundado em 1963). Entretanto, a primeira filiação do clube na AF Porto foi apenas na época 1992/1993.

No concelho do Marco de Canaveses, o GD Feira Nova é conhecido pela forte mobilização em torno da equipa. “O clube tem potencial para mais, sem dúvida, até porque arrasta muita gente nos jogos e faz com que nos sintamos quase sempre em casa, mesmo quando vamos fora, porque vão sempre muitos adeptos. Também fizemos umas obras recentemente, com uma forca, que tem a ver com o nosso clube: o “bem-vindos à forca”. Mas nivelamos o campo, melhoramos os balneários, construímos um mural com 30 metros, que conta um pouco a nossa história e a nossa identidade”, enumerou.