Capítulo 2: UD São Mamede renasce e quer crescer na AF Porto


Depois do FC Nespereira inagurar a primeira série de reportagens do "Onde a Bola Nunca Parou", o capítulo 2 vai até o concelho de Santo Tirso convesar com o União Desportiva de São Mamede.

A UD São Mamede inagurou no passado sábado (21/03) o seu novo Complexo Desportivo que vai servir de casa a um clube que, depois de ter estado na iminência de fechar portas, recuperou com a entrada da direção liderada por Francisco Bessa, que devolveu a dinâmica e relançou o clube para voos mais ambiciosos. “É uma obra do povo e para o povo. Gostava que todos sentissem esta obra como de cada um de nós. Mas foi um grande desafio, no qual me empenhei para reunir os fundos necessários para construirmos este novo complexo”, começou por explicar o presidente do clube do concelho de Santo Tirso, que abdicou de uma parte substancial da sua vida pessoal para fazer renascer o São Mamede.

“Fui motivando tudo e todos para que fosse possível, no próximo ano, devolver o clube à Associação de Futebol do Porto, onde queremos ter uma equipa masculina, futebol feminino e futebol de formação a competir”, acrescentou ainda.

 

A partir desta nova infraestrutura, a direção da UD São Mamede está agora a lançar as bases e iniciativas das equipas que quer ver em ação: “Já temos Sub-6 e Sub-9, queremos estar no futebol feminino, vamos ter condições para isso, mas vai depender das jogadoras que conseguirmos cativar para o projeto e identificado o escalão em que poderemos competir”.

Clube com inúmeros títulos conquistados no futebol popular concelhio, a UD São Mamede quer repercutir o mesmo sucesso nestas competições agora também nas provas da Associação de Futebol do Porto. “Até aqui, faltava-nos uma casa, mas a partir de agora temos todas as condições para poder competir com os clubes à nossa volta e poder olhar para outros patamares e outros voos”, apontou Francisco Bessa.

 

Com cerca de 80 atletas, atualmente, o presidente do clube de São Tirso acredita não vão faltar boas condições para desenvolver um trabalho mais condizente com as ambições locais. “Queremos estar em mais alguns escalões, criar formação que nos permita construir boas equipas, porque temos um complexo que nos orgulha, uma obra muito bonita e de grande dimensão”, contou.

“Agora queremos crescer ainda mais, porque há quatro ano estivemos para fechar portas. Mas de um momento para o outro, começamos a construir um estádio, entraram mais 400 sócios, fomos campeões duas vezes em três épocas, estivemos em cinco finais, conquistamos duas taças, viramo-nos para o futebol feminino e para a formação e neste momento temos uma freguesia aos pés do clube”, partilhou o grande responsável por toda a mobilização da população da freguesia, do concelho, da paróquia e de várias pessoas que ajudaram a juntar fundos.

“Organizei muitos magustos, porco no espeto, e várias atividades que me permitiram angariar fundos que foram decisivos para isto. Abdiquei de muita coisa para chegar até aqui, mas hoje podem estar orgulhosos de uma obra que tinha prometido à freguesia”, rematou Francisco Bessa.