Processos consolidados e uma equipa mais entrosada revelaram-se aspetos decisivos para que o Balantuna vencesse o Estrelas Susanenses (4-0) na Supertaça de futsal da Associação de Futebol do Porto.
Num encontro marcado por muitas faltas, que acabaram por se refletir no marcador, com João Vitória a fazer um poker na cobrança de quatro grandes penalidades, o Balantuna mostrou outra maturidade, apesar de ser de uma divisão inferior. Bruno Barbosa avisou que ia apresentar uma equipa sem fugir da sua identidade, contra um Estrelas desconhecido, por ainda não ter jogado no início desta época, e cumpriu. O Balantuna foi pressionante, agressivo q.b., obrigando o adversário a recorrer à falta para travar as suas investidas, mas teve sempre o jogo controlado. O Estrelas nunca perdeu a noção da baliza contrária, mas não disfarçou naturais dificuldades para ligar o seu jogo e desenvolver ataques perigosos. As oportunidades surgiram, é certo, mas sem pontaria afinada tornou-se complicado.
A perder ao intervalo, o Estrelas procurou apertar mais na frente, criou mais uma ou outra oportunidade, mas sem nunca conseguir ultrapassar Miguel Lopes. O emblema de Gondomar soube gerir o jogo nessa fase, guardou a bola e esperou que o desgaste fizesse efeito para aproveitar as brechas abertas pela equipa de Valongo para chegar à baliza, alcançando mais dois golos de penálti, explorando a agressividade contrária, que passou fatura. Na fase de desespero do Estrelas, o Balantuna soube fechar-se atrás e segurar um adversário ainda sem as combinações adequadas e pouco discernimento para abrir espaços e chegar à baliza em condições de marcar.
Para a equipa de Valongo, que subiu à III Divisão Nacional, este encontro foi, sobretudo, um teste ao trabalho que vem sendo desenvolvido por Miguel Marinho, num grupo em reconstrução, que ainda caminha para encontrar as melhores dinâmicas e formar um coletivo. Já o Balantuna apresentou uma equipa mais consolidada, com quase todos os jogadores a transitar da temporada anterior, e soube tirar partido dessa vantagem para conduzir o jogo como mais lhe convinha, resultando na conquista deste troféu.
Estrelas Susanenses - 0
Balantuna - 4
Estrelas Susanenses
Gerson Santos, João Oliveira (Cap.), Jorge Teixeira, José Lopes, Nuno Cruz
Jogaram ainda: Leandro Moreira, Bruno Ferreira, Vítor Pombares, Miguel Lopes, Bruno Peixoto, Bressan Victorino, Pedro Reis
Treinador: Miguel Marinho
Balantuna
Miguel Lopes, André Pinto, João Vitória, Leandro Oliveira, Pedro Ferraz
Jogaram ainda: Duarte Gomes, Pedro Moreira, Leandro Ferreira, Dário Cardinal, Nélson Gomes (Cap.), Tiago Moura, Rolando Silva, João Cunha, Pedro Soares
Treinador: Bruno Barbosa
Local: Pavilhão Municipal da Maia
Ao intervalo: 0-2
Golos: João Vitória (12’ g.p., 13’ g.p., 33’ g.p., 35’ g.p.)
Árbitros: Hugo Paiva; David Martins; Jorge Coelho; Aires Rocha
Cronometrista: Tiago Vale
Amarelos: João Cunha (8’), Pedro Ferraz (22’), Jorge Teixeira (27’), Bressan (29’), João Oliveira (9’), Miguel (32’)
Vermelho: Nuno Cruz (33’)
Reações:
Bruno Barbosa, treinador do Balantuna
“Entramos mal, mas fomos ajustando e com os golos fomos ganhando tranquilidade e dando consistência ao nosso jogo. Mostramos uma equipa mais consolidada em termos coletivos e penso que fomos uns justos vencedores. Ainda vamos ter um mês pela frente antes de competir e tivemos de fazer uma pré-época para esta final. Os jogadores chegaram aqui com muita carga, mas os nossos processos ainda estão a ser implementados, é normal que não saia tudo bem, mas estamos no bom caminho”.
Miguel Marinho, treinador do Estrelas Susanenses
“O jogo foi equilibrado, mas mostramos qualidade no nosso jogo. O Balantuna acaba por decidir esta final nas penalidades. Condicionamo-nos com a quantidade de faltas que fizemos, mas isso também advém de termos feito pressão sobre o portador da bola e de praticarmos um jogo agressivo. Estamos numa fase de construção do plantel e há algumas limitações que estamos a corrigir, mas no contexto de jogo tivemos mais oportunidades do que eles, só não as conseguimos concretizar e a nossa falha passa por aí e explica o resultado”.
José Manuel Neves, Presidente da Associação de Futebol do Porto
“Os clubes estão de parabéns, tal como o público que encheu este pavilhão. Está de parabéns a Associação de Futebol do Porto, a equipa de arbitragem e a organização. A nossa obrigação é trabalharmos cada vez melhor em prol dos nossos filiados, é por isso que aqui estamos e tudo faremos para que isso continue a acontecer. No final correu tudo muito bem. Quem faz a Associação são os nossos clubes e com adversários destes as nossas competições beneficiam, porque, como se viu, há muita competitividade nas nossas equipas”
