Com recorde de atletas, Santa Cruz do Douro quer continuar a crescer no futsal


A Associação Cultural e Recreativa de Santa Cruz do Douro tem-se afirmado como um dos polos mais dinâmicos da prática do futsal na formação no interior do distrito do Porto e só esta época inscreveu mais três equipas nos escalões distritais. Artur Borges, presidente de uma instituição que não se limita à prática do desporto, destacou aquela que tem sido a principal missão do clube.

“A ACR Santa Cruz do Douro teve, desde sempre, como missão principal a formação em vários domínios, não só ao nível do desporto, como da cultura popular e erudita. No futsal iniciamos esse trabalho com a formação e a equipa que temos hoje de Sub-19, arrancou há oito anos como benjamins e fez o seu percurso até aqui. De então para cá surgiram camadas mais jovens, que foram fazendo o seu trajeto na formação pelo que havia de as incluir nos escalões. Com a necessidade de motivar os jovens acabamos por apostar na competição, o que levou a que este ano surgissem as equipas Sub-11, Sub-13 e Sub-19 todas oriundas da nossa escola de formação”, explicou o presidente.

Por esta altura, com as equipas em prova e o trabalho a decorrer, já que nesta época o clube já conta com 38 atletas inscritos, o maior número de sempre do Santa Cruz do Douro na AF Porto (19 em 24/25 e 23 em 23/24), Artur Borges promete dar continuidade ao projeto. “Não podemos alargar a mais escalões, para já, porque não temos capacidade logística para responder ao nível dos campeonatos e porque os nossos adversários ficam distantes. Mas vamos tentar manter estes níveis etários”, acrescentou Artur Borges.

 

Os desafios para o Santa Cruz do Douro são muitos e, tal como disse o presidente, não se limitam ao futsal. Por isto que todos os passos têm de ser bem muito medidos.

“Somos uma instituição que vai crescendo de uma forma ainda limitada, porque os recursos financeiros são muito escaços e a nossa atividade depende muito dos pais dos nossos atletas e do voluntariado dos nossos dirigentes. Temos um apoio da Câmara Municipal de Baião, por equipa, que é um valor residual atendendo aos custos das inscrições, deslocações e todo o trabalho de manutenção das instalações. Pelo que é na base do apoio dos pais que vamos aguentando esta atividade ao nível do desporto”, partilhou ainda.

Com o dinamismo e crescimento que o clube tem demonstrado época após época, Artur Borges espera mais apoio da Câmara Municipal de Baião no futuro:

“Desde a mudança provocada pelas eleições já fizemos uma proposta à câmara no sentido de nos ajudar na manutenção das instalações. O pavilhão é da instituição e tem custos elevados, que obrigam a manutenção do piso e de várias situações. Vamos ter de construir balneários para respondermos às equipas mistas, quer ao nível dos atletas, quer das equipas de arbitragem, e com os recursos limitados que temos, esperamos que a câmara nos possa ajudar a suportar tudo, porque não teremos meios”.

Com várias meninas integradas nas equipas de formação, outro desafio que se aproxima está à vista (criar somente uma equipa feminina para competir), mas neste atual contexto, os planos para isto estão mais para o futuro.

“Não temos equipa feminina de futsal, é mais um desafio que se coloca, mas para já não conseguimos formar uma equipa. Temos meninas integradas nas nossas equipas, mas estamos limitados pelas nossas instalações, que não chegam para tudo”, rematou.